Diagnóstico de Febre Reumática Aguda.
Critérios não preenchidos
* Requer evidência obrigatória de infecção estreptocócica prévia.
Ferramenta de auxílio médico. Não substitui julgamento clínico.
Os Critérios de Jones constituem o padrão-ouro internacional para o diagnóstico da Febre Reumática Aguda (FRA).
Pela primeira vez, os critérios incorporaram a estratificação de risco populacional e validaram o uso da ecocardiografia Doppler para diagnosticar cardite subclínica (aquela que não gera sopro audível no exame físico, mas apresenta alterações valvares visíveis ao ultrassom).
A função primordial deste estadiamento é aumentar a precisão diagnóstica, equilibrando sensibilidade e especificidade conforme o contexto epidemiológico:
A aplicação dos critérios depende, inicialmente, da definição do grupo de risco do paciente:
Para confirmar o diagnóstico de um episódio inicial, são necessários 2 Critérios Maiores OU 1 Critério Maior + 2 Menores, obrigatoriamente associados à evidência de infecção estreptocócica prévia (ex: ASLO elevado ou cultura de orofaringe positiva).

Nota: A poliartralgia só pode ser considerada critério maior em populações de risco se outras causas forem excluídas.
Para pacientes com histórico prévio de febre reumática ou doença cardíaca reumática, a revisão de 2015 permite o diagnóstico de um novo surto (recorrência) com apenas 3 Critérios Menores, além das combinações tradicionais, desde que haja evidência de infecção estreptocócica recente.