Avaliação padronizada do nível de consciência em pacientes com trauma craniano ou outras condições neurológicas.
A Escala de Coma de Glasgow é utilizada para avaliar o nível de consciência após trauma cranioencefálico. Fatores como uso de sedativos, intubação ou edema periorbital podem limitar a avaliação.
Definição
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é a ferramenta clínica padronizada para a avaliação objetiva do nível de consciência e da resposta neurológica. Baseia-se na análise de três parâmetros: Abertura Ocular, Resposta Verbal e Resposta Motora.
Pontuação Total (ECG Clássica)
A pontuação resulta da soma dos três componentes avaliados, variando de 3 (coma profundo ou ausência total de resposta) a 15 (totalmente alerta e orientado).

Nota sobre Componentes Não Testáveis (NT):
Situações clínicas específicas podem impedir a avaliação de um componente. Nestes casos, o item deve ser registrado como "Não Testável" (NT) em vez de receber uma pontuação numérica arbitrária.
- Olhos: Edema palpebral grave ou trauma ocular.
- Verbal: Intubação orotraqueal, traqueostomia ou trauma/edema de vias aéreas.
- Motora: Bloqueio neuromuscular (paralisia), sedação profunda ou lesão medular.
Inclusão da Avaliação Pupilar (GCS-P)
Recentemente, a avaliação da reatividade pupilar à luz foi incorporada para refinar o valor prognóstico da escala (gerando o escore GCS-P). A pontuação é atribuída com base na ausência de reação fotomotora e é subtraída do total da ECG.
Classificação da Gravidade do Traumatismo Cranioencefálico (TCE)
A pontuação da ECG é fundamental para a classificação inicial da gravidade do TCE e definição de condutas: